quarta-feira, 22 de abril de 2009

me diz, desse teu jeito de se expressar... da forma como tu andas. do brilho do teu olhar quando tu falas de coisas simples, tão simples, que parecem ter todo o mistério do universo dentro de si... me conta desse jeito que você olha pros carros ao atravessar a rua, tão infantil, meu deus! mas era esse olhar que eu queria pra mim. não pra mim, como posse, mas pra mim como companhia. sabe, eu penso que talvez fosse melhor nem ter me aproximado de você porque isso de intimidade só fode tudo. é, fode, mesmo. como assim, eu, tão lady, usando essa espressão?!? mas fode mesmo, fazer o quê...? é, devia ter ficado calada, em cada verso que eu guardo como coisa íntima, profunda... mas eu falo demais, sempre morro assim, feito peixe, pela boca. e nem morro de todo, fico só capenga, pela metade, cada vez mais. é... nem eu me aguentaria, se fosse você. mas me diz: a culpa é de quem?

ninguém tem culpa, outra vez.

vou me foder de novo.

5 comentários:

Laura Bourdiel disse...

Culpados.. todo somos.
Texto visceral, intensidade a flor da pele!

¡besitos!

vitoria disse...

adorei teu blog e o texto tbm!
beijoss

Tertuliano disse...

O mal dessas coisas é que, ultimamente, parece que tudo dá, inapelavelmente, errado...

não se sinta sozinha, te compreendo.

bruno dumont. disse...

e agora eu pergunto: a culpa é de quem? (a culpa é de quem???)

Mukeka de Tamarindo disse...

se fudeu! :P